sexta-feira, 3 de julho de 2009

Entre o amor e odio 2


Resolvi criar esse post pra responder a pergunta do meu amigo Paulo no anterior, porque quero dar uma resposta completa, segue o texto quilometrico rsrs:

Dizem porai que o amor e ódio caminham juntos.
A algum tempo atrás eu concordava com isso, atualmente discordo.
Pra mim existem dois tipos de amor: o amor narcisista e o amor pleno.

Eles tomam direções opostas: enquanto o "amor narcisista" é um sentimento puramente egoísta e egocêntrico (a satisfação do ego pelo amor, carinho e desejo de outrem),
o "amor pleno" traduz-se em amor completo, verdadeiro e, afortunadamente, recíproco (mas essa circunstância apenas para os realmente afortunados).

O exemplo mais claro que tenho de um amor verdadeiro é o amor de mãe, maior que a sua própria auto-consideração.
Isto é, pelo menos quando ele é verdadeiro e instintivo, onde a mãe é capaz de tudo- inclusive tomar as medidas mais duras, para proteger seu filho).

Já o amor narcisista existe, e paradoxicalmente torna-se uma "verdadeira" ilusão do amor pleno, para satisfazer a carência afetiva do "EU".
Este tipo de amor sim, caminha junto ao ódio.
Pois qualquer falha, lapso, desprezo, traição, insegurança e todos estes outros sentimentos que envolvem o espelho racional/emocional, possibilita a metamorfose do amor ao ódio.

Devido a essa linha de pensamento, acredito que hoje em dia muitas pessoas confundem, e se confundem por livre e espontâneo alívio, o tão potente fenômeno chamado "amor".
Cada vez mais, desenvolvemos hábitos de uma sociedade egoísta e egocêntrica.
Onde a imagem é imponente, o estatus é interessante, e o relacionamento acaba tornando-se uma sociedade de interesses comuns... e de uma maneira ou outra, sempre foi assim ao longo da nossa história sociológica.

No entanto, a minha intenção é relevar que essa diferença existe, e que devemos estar conscientes daquilo que buscamos em um relacionamento: alguém que supra as nossas carências imediatas, ou um companheiro que junto com você, equilibre as tuas necessidades, mas que você também saiba estar feliz, mesmo quando essa felicidade não envolva a tua plena satisfação, para que ele possa estar satisfeito.

Quem cede? Qual o limite do eu-meu, do tu-teu , do nós e do nosso?
É esse o limite, o qual estabelece a tênue linha entre o amor e o ódio.

9 comentários:

O Peregrino disse...

O conceito de amor já não é mais o mesmo de antes.
Bastante interessante essa postagem.

O mar me encanta completamente... disse...

Que o amor GENUINO seja sempre
o que nos mova.
Que seja a paixão, estado
de emoção violenta, rápida
e fulminante,
ou o amor; a virtude de passos
lentos, mas seguros, contínuos
e crescentes, nos faça sempre
e mais felizes...
Porque ser feliz, é compromisso
que temos conosco e com a vida.
Muito pertinente teu texto..

Beijinho

Glória

Sonia Schmorantz disse...

Como tudo na vida até o conceito de amor sofre modificações individuais conforme a experiência de cada um. O texto é muito bom,bastante reflexivo, porque ficamos tentando nos enquadrar nesses conceitos.
beijos e bom final de semana.

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.”

(Fernando Pessoa)

Desejo um lindo final de semana com muito amor e carinho.
Abraços


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Vii disse...

mais que repondido Crisss, concordo com você plenamente, e é porisso mesmo que todo mundo fala que o amor e odio caminham juntos,mas apenas o amor que visa apenas o bem a si proprio, agora o amor incondicional não caminha junto ao odio,nunca havia pensado nisso, lendo seu texto tudo se esclareceu pra mim
etâ muié danada!!
Amochê

Improvisos de um louco disse...

e entre o amor e o ódio caminhamos sem saber pra onde...

Xana disse...

O conceito de amor, e como tudo atravéz dos tempos se tem modificado, antigamente aquelas paixões assulapadas de morrerem um pelo outro até aos grandes casamentos de negócios em que se tinha de mostrar um ar feliz para todo o sempre. Hoje em dia como dizes as pessoas ligam muito ao social , ao que se aparenta ao que se deve ser para ser aceite, muitos casamentos hoje em dia devem viver na mentira ou pelo menos em ocultarem a verdade ao companheiro , cada vez mais penso que não devem ser muitos que são plenos no seu amor.
Eu ponho as mãos no fogo sim, mas só por mim pelo meu amor que sinto e sempre senti.
beijos filhota

Franzé Oliveira disse...

eu te amo

WΔ££™ disse...

Boa noite Milady,

Lindíssimo texto, como já te disse anteriormente, não acho que o ÓDIO seja a antítese do AMOR, mas sim aINDIFERENÇA, na minha humilde opinião, amor e ódio andam juntos, e acho que dentro da tênue linha que separa o amor do ódio, existe um sentimento que faz com que os dois andem em paralelo, mas em direções opostas, e esse sentimento é o medo, nas suas mais variadas formas, seja o medo do fracasso ou da desilusão, acho que o mais prudente é que as pessoas analizem profundamente seus próprios limites e desejos, para que o conceito do AMOR e do ÓDIO sejam muito bem definidos e assim evitando certos conflitos internos, mas é um trabalho extremamente difícil.

bjs


WΔ££™