quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Separados


Corpos ardentes que se desejam,
nem que seja por apenas alguns instantes,
para matar à saudade que é intensa,
Saudade de um passado que ainda está próximo.
Dois seres que se unem no destino,
traçado para eles em desatino,
por um amor que nunca ousaram
um dia vivenciar.
Duas almas desencontradas,
pelo presente que se faz malvado,
separando-as sem que
o que está escrito se cumpra,
matando-as de desejos noite e dia,
numa lenta e atordoante agonia.
Um no outro pensando,
às noites passando em branco,
pensamentos que se perdem no espaço,
muitas vezes se tornando devassos,
corpos se desejando
em uma loucura animal,
nunca no mundo se viu igual.
Camas desarrumadas nas madrugadas,
fazendo amor sozinhos,
mentes se amando intensamente.
Suor escorrendo pelos corpos nus,
gemidos que se tornam mais altos
quando os gozos solitários se manifestam
e morrem em ecos vazios,
que de tristeza
produzem até arrepios...
Homem e Mulher agora prostrados
pelas repetidas convulsões,
pelo tesão que sempre os acorrentará
como amantes em comunhão,
na ardência dos corpos para sempre algemados,
em total e sensual união.
Ah Vida, rapidamente passando pelo mundo
deixando à chorar nesta infeliz caminhada,
Duas Almas Gêmeas por ela
para sempre partidas...

10 comentários:

Cleo disse...

Que lindo e profundo este poema.
Beijos carinhosos.
Vou visitar teu novo blog.
cleo

...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...

Cris!A vida faz dessas coisas...consegue separar os que só desejam estar juntos.

Lindo e forte o seu poema!

Parabéns!!!Beijos!Sonia Regina.

Anne Marie disse...

Passa no meu blog tenho um prémio para ti. Pémio Dardos

Beijinho

Anne Marie

Sonia Schmorantz disse...

Não viestes
espontaneamente.
Eu chamei por ti
e viestes meiga... sorrindo delicada.
Ainda permaneces aqui.
Ficastes e nos teus braços e
em tua alma agasalhei-me...
Acolhestes a minha carência
e no teu mundo entrei...
Nos sonhos, na poesia,
no enternecer das melodias,
[como filho da lua],
foi o mundo em que sempre orbitei.
E como entrei no teu,
para o meu te chamei...
E nas confidências trocadas ,
entre queixas e risadas,
descobrimos tantas coisas em comum
que fazem-nos almas gêmeas
andando por estradas separadas!
(Sicouza)

Um abraço menina

Xana disse...

Tenho um desafio para ti, o meu último post( dia 23) explica tudo.
Participa, espero que esta ideia, seja um prazer para a escrita!
Bom fim-de-semana :)

manzas disse...

Perfeito…

Passei para desejar um óptimo fim-de-semana…

O eterno abraço…

Cartas que nunca escribí disse...

Hermoso, me encantó.
Graciaspor seguirme , que te sigo en tus andares de bellas palabras y de imágenes hermosas.

Besos.

Adélia disse...

como uma intensidade de sentimentos tao forte é quebrada por uma brusca separaçao? talvez falte luta em ficarem juntos...
gostei do poema :)
beijinhos

Cris Rubi disse...

Respondi a todos em seus blogs
bjinhus